18
jul
2016
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Time “imbatível” de queimada motiva jogadoras de empresa em Juiz de Fora, por Roberta Oliveira

Recebemos em nossa empresa a jornalista Roberta Oliveira, da TV Integração JF, para a realização de uma reportagem superespecial sobre nossa campanha vitoriosa ao longo de vários anos no Campeonato de Queimada do Sesi, em Juiz de Fora.
Leia a matéria na íntegra, aqui em nosso Blog ou acesse-a direto no site do Globo Esporte, Zona da Mata, clicando aqui.

Time “imbatível” de queimada motiva jogadoras de empresa em Juiz de Fora.

por Roberta Oliveira
“Seja bem-vindo! Aqui nossos produtos são feitos à mão, cabeça e coração”. Essa é a mensagem que recebe os visitantes que chegam à empresa de embalagens e mostruários para joias, relógios, canetas e afins, no Bairro Mariano Procópio, em Juiz de Fora. Mas o lema não é apenas um guia na fábrica. Ele é adotado dentro da quadra pelas funcionárias que formam a equipe de queimada, que disputa a modalidade nos Jogos Sesi. Elas transformaram a camisa laranja e preta em força praticamente imbatível na competição durante a fase municipal dos Jogos.
Até agora são 13 títulos – alguns expostos na sede da empresa – e um vice-campeonato em 2013. Mais uma tradição somada à história da empresa, que funciona há 70 anos, e que é apresentada às colaboradoras, como contou Josiane Marques.

– Tinha acabado de entrar na fábrica e vi um pôster das meninas da queimada. O técnico me falou que era o time da Baldi, que todo ano ganha o campeonato, me chamou para jogar e eu me interessei. Eu curto muito e gosto de jogar – disse.

Na estreia de Josiane Marques, em 2013, o time ficou com o único vice-campeonato e uma lição que foi incorporada ao modo de agir do grupo.

– Tem o peso e a fama do time nunca perder. Por achar que nunca iria perder, a gente entrou muito confiante e desandou tudo. Mas a gente correu atrás, fizemos mudanças e já tem três anos que estou jogando e ganhando – explicou.

De acordo com Gleice Maia, que vai para o terceiro ano na equipe, a fama de “time imbatível” alimenta a rivalidade com as outras equipes e também serve de combustível para as próprias jogadoras, que deixam de lado a delicadeza necessária na produção dos estojos manufaturados assim que entram na quadra.

Josiane Marques (esq), Gleice Maia (centro) e Ana Paula Santos (dir) vão disputar o torneio em 2016 (Foto: Roberta Oliveira)
Josiane Marques (esq), Gleice Maia (centro) e Ana Paula Santos (dir) vão disputar o torneio em 2016 (Foto: Roberta Oliveira)

– Todo mundo que joga contra a gente quer ganhar para que a gente não ganhe. Por isso, é necessária dedicação total e entrar firmes e fortes, tirando força de onde você nem sabe que tem, porque elas vem com tudo, mesmo – afirmou.

Para conquistar o título nessa temporada, as meninas da Baldi vão enfrentar as equipes da BD e da Hiperroll. Na partida de abertura do torneio, na quinta-feira, a BD venceu por 10 a 8. A Baldi entra em quadra na segunda e na terça-feira, às 19h30, na Escola de Esportes do SESI. Será a primeira vez de Ana Paula Santos na equipe e ela não esconde a expectativa.

Trofeu conquistado em 2015 pelas meninas da Baldi (Foto: Manufatura de Estojos Baldi/ Arquivo)Trofeu conquistado em 2015 pelas meninas da Baldi (Foto: Manufatura de Estojos Baldi/ Arquivo)

– É algo novo para mim. Ainda nem imagino como vou reagir. Vou descobrir na hora que tiver jogando na quadra – comentou ela.

O último treino da equipe foi na quarta-feira. As estratégias foram definidas. Algumas até foram copiadas pelos outros times. Uma delas, segundo Josiane Marques e Gleice Maia, é deixar uma jogadora ser queimada logo no início para ampliar as estratégias para a partida.

– Mas não pode descer gente demais para o “‘cemitério”, não. Com o jogo em andamento, quanto menos jogadoras lá, melhor. Se for nenhuma, é perfeito – disse Josiane.

A empresa toda se mobiliza para apoiar as meninas. Os demais funcionários vão para a torcida, para ajudar a pressionar as adversárias, levam até instrumentos de percussão. E Josiane Marques destacou outras estratégias usadas pelos times.

– As torcidas colocam apelido na gente. E a nossa torcida também coloca nas jogadoras adversárias. Dentro de quadra, tem as marcações individuais e as comemorações. Há até quem mande beijinho no ombro. É tática para desestabilizar o time, aumentar o nervosismo para que não combinem jogadas. Já sofremos isso e o nosso técnico, Felipe, fica bravo. Ele não gosta de perder, não! – comentou.
“O clima interno vencedor inspirado pelo time agrega, congrega, traz para dentro da empresa disciplina, raça, vontade de vencer e comprometimento”, afirmou o diretor Walter Roque Baldi Júnior

O diretor da empresa, Walter Baldi, destacou que a mentalidade vencedora das meninas da queimada é mais que inspiração, faz parte da identidade compartilhada pelos colaboradores.

–  Virou tradição, a equipe se renova e o clima vencedor permanece. O esporte tem muito a ver com o dia a dia da gente. A gente vende estojo para joias, relógios e bijuteria, produtos que não são prioritários para os consumidores. A situação não está fácil, exige vontade, garra para superar as adversidades. O clima interno vencedor inspirado pelo time agrega, congrega, traz para dentro da empresa disciplina, raça, vontade de vencer e comprometimento – lembrou.

Uma coisa é certa, ganhando ou perdendo, segundo as jogadoras e o diretor: tudo vai terminar em… churrasco! Para comemorar a participação e confraternizar time, torcida e colaboradores, mais esta tradição foi agregada à empresa no embalo da queimada, que se torna melhor ainda com mais um título para coleção.

– É claro que vamos atrás do 14º! Já pensou como será o churrasco!? – disse Josiane.

REGRAS DA QUEIMADA NOS JOGOS SESI

– Disputada por duas equipes com 14 jogadoras, sendo 9 na linha. A bola usada é a do vôlei.

-Partidas duram 30 minutos, divididos em dois tempos de 15.

-Entrar em quadra com menos das nove obrigatórias? Ponto para o adversário.

– Cada jogadora no “cemitério” soma um ponto para o adversário. Vence quem somar mais pontos no tempo de jogo.

– Se uma equipe queimar todas as adversárias, chega a nove pontos e todas voltam para a linha para sequência da partida.

– Os limites da quadra são respeitados. Se a bola fizer uma curva e sair, a posse será do adversário.

– Pisar na linha durante a jogada, nem pensar. Bola passa para o adversário.

– Não pode “trançar” (mandar a bola para quem estiver no cemitério) três vezes seguidas. Na 3ª, é obrigatório tentar queimar.

– E tem expulsão: faltas graves ou reclamações consideradas intensas demais podem mandar alguém para fora do jogo.

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